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Ser Freelancer

A seguir preparamos um guia completo com tudo o que você precisa para realmente SER freelancer. Se você apenas ESTÁ como freelancer, talvez seja o momento de avaliar todas as opções, vantagens e desvantagens da vida de freela e, finalmente, optar por se jogar nesta vida de corpo e alma.

E, se você já É freelancer full-time, pode também se aperfeiçoar ainda mais e profissionalizar seu negócio com as dicas e insights que traremos aqui.

O mercado de trabalho brasileiro vem passando por um momento difícil nos últimos anos. A crise econômica e política fez a taxa de desemprego aumentar, principalmente entre jovens de até 24 anos, chegando a saltar de 17,6% para 25,8%, em 2019, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso é mais que o dobro da média geral nacional, que ficou em 12%.

Com esse cenário, o trabalhador brasileiro começa a fazer o que sempre fez ao longo da história: está se virando como pode! Por isso as taxas de empregos informais e também de microempreendedores individuais vêm aumentando ano após ano no país.

Desde 2009, quando surgiu a opção do MEI, o número de microempreendedores individuais saltou de pouco mais de 40 mil para mais de 8 milhões em 2019. Ainda segundo um levantamento da Serasa Experian, do total de 2,5 milhões de novas empresas abertas em 2018 no Brasil, 81,4% foram MEIs.

Está gostando desses dados? Calma. Tem mais!

Segundo a última pesquisa sobre o Mercado Freelancer Brasileiro, realizada pela Rock Content, em 2019, entre todos os que se interessam pelo tema e responderam à pesquisa, 71,9% deles já foram ou são freelancers. Destes, mais de 61% são da geração millennial e estão na faixa de 23 a 38 anos.

E a parte boa vem agora: a renda média mensal do freelancer brasileiro saltou de pouco mais de R$ 1.400,00 em 2018 para mais de R$ 1.700,00 em 2019.

Ou seja: tem muita gente vendo que melhor do que ESTAR freelancer é SER um e conseguir desenvolver seus trabalhos e seu próprio negócio.

O que é ser freelancer?

Muita gente acha que ser freelancer é fazer bico. Quem está desempregado faz um trabalho aqui, outro ali, atua como freelancer para não ficar sem trabalhar e ganhar um graninha. Mas, segundo a já mencionada pesquisa sobre o Mercado Freelancer, apenas 40% dos entrevistados afirmam fazer freela apenas quando precisam. A maioria trabalha meio período ou em tempo integral e já entende a importância desse tipo de serviço para a sua carreira e para todo o mercado.

Inclusive, ser freelancer é entender, em primeiro lugar, que o mercado mudou. Ou melhor: não para de mudar a cada dia! Provavelmente as crianças que hoje estão em idade escolar, ao chegar ao mercado de trabalho, daqui a alguns anos, trabalharão em funções que ainda nem existem. Alguns anos atrás nem existiam profissões como gerente de redes sociais ou mesmo motoristas de aplicativo de transporte.

Entretanto, indo para a definição pura e simples, ser freelancer é ser um profissional autônomo ou independente, sem vínculo empregatício permanente com algum empregador, que pode gerenciar seu tempo e suas obrigações por conta própria.

Ou, como costumo dizer: ser freelancer é ser um empreendedor. O freela empreende, faz seus horários, busca seus clientes, gerencia seu dinheiro, pensa nas oportunidades, enfrenta os desafios. Ele não faz bicos, nem pega serviços esporádicos só pra conseguir uma grana. O verdadeiro freelancer é proativo, é determinado, sabe das vantagens e desvantagens dessa jornada e, principalmente, escolheu viver esse estilo de vida.

Ser freelancer é escolher esse estilo de vida. Por isso uma boa parte não troca isso por uma carteira assinada e sabe que seus freelas podem ser a porta de entrada para um novo negócio, podendo significar seu sucesso profissional e pessoal tão almejado.

Prós e contras da vida freelancer

Tudo na vida tem seus prós e contras. Com a carreira freelancer não é diferente. Você precisa analisar muito bem todos os pormenores, as vantagens e desvantagens para entender se esse caminho é para você. Talvez você não tenha nascido para SER freelancer e só queira ESTAR nessa condição por algum tempo. Tudo bem.

Além disso, o que pra alguns pode ser uma vantagem pra você pode não ser. Como vamos ver a seguir.

Autonomia. Você é seu chefe!

Um profissional autônomo não tem patrão ou algum superior para ficar dizendo o que precisa ser feito, cobrando etc. É preciso ser proativo. Você pode escolher não fazer seus trabalhos, procrastinar, dormir até mais tarde. Ninguém vai te cobrar, descontar do seu salário ou demitir por justa causa, afinal você não tem chefe. Você é seu próprio chefe.

Isso pode ser um bônus ou um ônus, dependendo de como você se comporta. Muita gente não consegue se organizar sozinha, porque precisa de um direcionamento, alguém para cobrar. Dificilmente esta pessoa se adaptará à vida freelancer.

Flexibilidade. Trabalhe onde e como quiser!

Para atuar como freelancer, você geralmente não precisa de muita coisa, visto que a maioria desses trabalhos pode ser feita online e remotamente. Muita gente está se rendendo ao home office ou a coworkings para realizar suas tarefas diárias e até atender clientes.

A flexibilidade te permite também trabalhar como quiser, principalmente em seu home office. Você pode trabalhar deitado, de pijama, na praia, na piscina ou até aproveitar para viajar o mundo enquanto trabalha, como os chamados nômades digitais. Uma opção muito interessante, mas, mais uma vez, que pode não ser satisfatória para todo mundo.

O “salário” só depende de você

O freelancer faz seu próprio salário. Não é exagero. Ele é livre para conseguir mais clientes, gerenciar seu trabalho como achar melhor, fazer o preço que acha justo, trabalhar quantas horas quiser. Isso permite que o freelancer ganhe (em muitos casos) mais do que ganharia em empregos “de carteira assinada”.

Porém, em alguns casos também pode ficar sem receber, não tem garantias e pode perder clientes, o que afeta seu planejamento financeiro.

Não tem as “garantias da CLT”

Quando você é funcionário, consegue alguns benefícios como férias, décimo terceiro e auxílios em caso de doenças, invalidez, entre outros. Ao se tornar freelancer, o que você pode conseguir são os auxílios incluídos no MEI, ou pagar previdência ou seguros privados.

Para algumas pessoas, essas “garantias” são essenciais. Quem quer SER freelancer precisa entender que pode perder essas regalias, porém é livre para escolher outros benefícios mais vantajosos, não atrelados aos serviços obrigatórios prestados pelo governo.

Como ser freelancer

Decidir ser freelancer envolve muito trabalho, paciência, técnicas e ferramentas para auxiliar nessa jornada. Você pode já ter alguns clientes, fazer trabalhos aqui e ali, mas, quando decidir realmente entrar de cabeça na vida freelancer, precisará pensar em formas de se organizar melhor.

Como começar

Para começar na vida freelancer, você precisa saber o que faz de bom para, então, vender isso como um serviço ou produto para outras pessoas. Se você é bom em design gráfico, pode começar buscando clientes nessa área.

Inicialmente você vai precisar montar um portfólio, algo que venda o seu trabalho e a sua habilidade, para que outras pessoas tenham segurança ao te contratar. Você pode criar um site, investir em redes sociais, divulgar seu trabalho no LinkedIn ou outros métodos. Mas é importante que tenha um lugar onde as pessoas consigam ver e entender o que você faz e por que é bom nisso.

Logo após, você precisa ir em busca de clientes. É possível conseguir isso com tráfego orgânico ou pago em seu site. Você pode criar conteúdo e fazer com que as pessoas te conheçam dessa forma. Pode fazer anúncios no Google, em outros sites ou redes sociais, além de usar essas redes para entrar em grupos específicos sobre negócios freelancer.

No Facebook existem grupos específicos que oferecem diversos tipos de trabalhos para freelas. Até no WhatsApp existem grupos de pessoas que se juntam para compartilhar e divulgar oportunidades.

Existem sites como Workana, Get Ninjas e 99 Freelas que unem pessoas precisando de trabalhos com aqueles que podem realizar. Essas podem ser excelentes opções para buscar os primeiros clientes.

Se quiser saber mais, tenho um guia inicial sobre vendas para freelancer e também uma aula que online gratuita, em que contei o que fazer para conseguir seu primeiro cliente.

Formalizando o trabalho com um CNPJ

Vou te fazer algumas perguntas simples. Ao final, dependendo das suas respostas, você vai saber se ter um CNPJ é o caminho para você ou não.

  1. Você tem interesse em se portar como um profissional especializado no que faz, apagando aquela ideia que alguns podem ter de você de que faz apenas alguns bicos?
  2. Já deixou de atender clientes por não conseguir emitir notas fiscais?
  3. Tem vontade de conquistar clientes maiores e, consequentemente, ganhar mais?
  4. Tem interesse de firmar parcerias com outras empresas e ter acesso a facilidades que são concedidas apenas para quem possui CNPJ?
  5. Quer ter facilidade para abrir contas, receber descontos e contratar financiamentos bancários?

Se você respondeu sim para todas essas questões, então, parabéns: você deve se formalizar o quanto antes! Você tem todos os anseios de um empreendedor e precisa buscar um CNPJ para freelancer. Afinal, como você mesmo sabe, não ter essa formalização e não conseguir emitir notas fiscais acaba te impedindo de conquistar novos clientes.

Aproveite para ler este post em que falamos um pouco mais sobre CNPJ para freelancers e entenda como você pode se formalizar de maneira simples e prática.

Os requisitos para ser freelancer

Para se manter na vida freelancer como estilo de vida, carreira, profissão, é necessário que você tenha alguns comportamentos e uma visão de vida bem alinhados com seu propósito.

Por isso eu trouxe uma parte do Livro Ser Freelancer onde falo dos requisitos mínimos que eu percebi estarem presentes na vida da maioria dos empreendedores autônomos de sucesso com quem tive o prazer de conviver e baseados na minha própria visão.

Abaixo, resumo os pontos em 4 frases simples e diretas, que você pode entender e se aprofundar mais neste artigo especial em que conto os 4 requisitos da vida freelancer:

  • A arte de não se deixar abalar
  • Os multipotenciais existem, os multitarefas não
  • Quem enxerga mais longe vai mais longe
  • Descubra o que você ama e nunca mais terá que trabalhar

Home office ou coworking?

Ao iniciar sua vida freelancer, você pode optar por criar um home office ou procurar em sua região um coworking, um espaço onde pessoas têm ferramentas e suporte para montar seus escritórios. Alguns espaços contam com salas de reuniões, secretárias, materiais de papelaria, dentre outras facilidades que você talvez não consiga ter em seu home office.

Portanto, é importante avaliar a melhor opção pra você. Ambas têm suas vantagens e desvantagens, como você pode ver neste artigo que elaboramos.

Quanto e como cobrar por seus trabalhos?

Todo mundo que inicia na vida freelancer se vê diante deste dilema: quanto cobrar por um freela? E, depois de definir seu valor, como garantir que você vai receber o que foi acordado? É necessário fazer um contrato?

Primeiramente, você deve entender quanto vale o seu trabalho. Para isso é preciso analisar a sua concorrência, saber quanto outros profissionais e empresas estão cobrando, pois isso ajuda a ter uma base. No entanto, tome cuidado para não comparar o seu trabalho com profissionais mais ou menos experientes que você. Se você iniciou agora, não pode balizar seu valor com aqueles que já estão há anos no mercado.

Pense também em quanto vale a sua hora de trabalho. Você pode chegar a esse valor fazendo um cálculo simples, pensando em quanto você gostaria de ganhar ou quanto seria o valor estimado recebido por profissionais da sua área, dividido pelo número de horas que você pretende trabalhar no mês.

Exemplo, vamos supor que você tenha chegado ao valor de R$ 5.000, e que vá fazer uma jornada de 8 horas por dia, que dá um total de 40 horas semanais, portanto 160 horas por mês. Você deve dividir os R$ 5.000 por 160, chegando ao resultado de R$ 31,25 por hora.

Outra forma de precificar seu trabalho é levando em conta os custos e as complexidade de cada projeto. Dessa forma você também pode avaliar o porte de cada cliente, as particularidades de cada situação, adequando o valor de acordo com as necessidades.

Depois de avaliar todos os detalhes e definir quanto cobrar, é importante que você faça um contrato do trabalho a ser executado. No contrato você pode definir todos os detalhes do projeto, formas de pagamento, multas por descumprimento do que for acordado etc.

E você nem precisa se preocupar em enviar e assinar esse contrato por meios físicos, pois já existem plataformas que criam documentos totalmente digitais e até modelos de contratos para facilitar a vida freelancer.

Como ser um freelancer de sucesso?

Se você, além de ser freelancer, quer ter sucesso modalidade de trabalho, o primeiro passo é entender que este guia definitivo não é realmente definitivo para a sua carreira. Você precisa (DEVE) continuar aprendendo e se adaptando aos desafios da vida freelancer.

Não deixe de se conectar com pessoas novas, outros empreendedores freelancers como você, ouvir suas histórias e aprender com elas.Aproveite também para fazer uma imersão no mundo freela lendo o Livro Ser Freelancer, uma obra com o segredo para lucrar muito mais, fazer o seu tempo render 2x mais e gerar uma fila de bons clientes todos os dias.

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